sexta-feira, 19 de setembro de 2014

de volta a Região Norte

A partir de um convite extra-Palco Giratório (o nosso espetáculo não pode compor a programação do SESC Roraima) nos foi possível, através do Estevam Sousa Produção e do Grupo Diversidade chegar com o nosso trabalho na cidade de Boa Vista-RR dentro da Programação da 13 Parada da Diversidade como uma das atrações Culturais. Assim, o espetáculo fez uma apresentação no último dia 12 de setembro e segue para a cidade de Porto Velho, sendo esta como parte do Palco Giratório SESC-RO com apresentação no próximo dia 23 de setembro.

aqui alguns registros de nossa passagem por Boa Vista - RR
P.S. e um pulo na Gran Sabana - Venezuela (porque ninguém é de ferro!)








Circuito Santa Catarina

UMA FLOR DE DAMA marcou forte o Estado de Santa Catarina ao passar pelas cidades de Joinville, Jaraguá do Sul e Florianópolis. Foram três apresentações de casa cheia o que nos deixou muito orgulhosos desse circuito. Com um público encantador tivemos apresentações memoráveis e uma coroação com uma Sessão no Teatro Estadual de Florianópolis, o TAC Teatro para mais de 300 pessoas (infelizmente fazendo voltar um número de 120 pessoas, pois não havia mais como comportar no espaço).
Agradecer, imensamente, ao SESC - SC pela acolhida e ao público desse estado que nos encantou e deixou uma saudade enorme e uma vontade gigantesca de retornar.










quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Paraná

                                CABARÉ DA DAMA - CABARÉ CURITIBA - EDIÇÃO ESPECIAL
Em Curitiba-PR aconteceu uma das mais ousadas propostas de todo o nosso circuito, realizar o espetáculo no formato CABARÉ DA DAMA com artistas curitibanos o que para nossa alegria foi INCRÍVEL. A participação com a Seuvática, Ricardo Marinelli, Glamour Garcia, Dalvinha, Etruska e Clarissa foi de extrema parceria, uma irmandade e generosidade.

em Curitiba também realizamos a oficina de Travestilidade na Performance do Ator, bem como um intercâmbio entre os coletivos AS Travestidas e Seuvática.

A apresentação no SESC Água Verde contou com casa lotada e um público divertidíssimo, bem como atento aos trabalhos dos artistas locais.







CIRCUITO MINHAS GERAIS (BELO HORIZONTE)


Em Belo Horizonte - MG nossa passagem foi de intensa atividade. Lá foi possível realizar oficina de maquiagem, Pensamento Giratório (intercâmbio com o Coletivo Toda Deseo), espetáculo e Debate com público.
O espetáculo tinha passado pela cidade em 2008 e agora, 4 anos depois, foi possível retornar e ser tão bem recebido.
Uma grande experiência!!!!








São Paulo - 1 ano e meio depois


Com platéia lotada em duas apresentações no SESC Bom Retiro em São Paulo, o espetáculo solo UMA FLOR DE DAMA retornou à capital paulista. Sua primeira e última passagem havia sido em julho de 2013 através do Itaú Cultural dentro de uma programação voltada para gênero e diversidade na arte. Já em 2014 retorna pelo Projeto do SESC Palco Giratório. Foram duas apresentações de casa cheia e um dos debates mais calorosos de todo o circuito.


CRÍTICA APRESENTAÇÃO EM RECIFE - PE

http://revistaogrito.ne10.uol.com.br/page/blog/2014/05/26/critica-teatro-uma-flor-de-dama-do-coletivo-as-travestidas/

Crítica – Teatro: Uma Flor de Dama, do Coletivo As Travestidas
A vida, boy, é uma grande roda da qual eu estou fora
Grupo cearense leva ao palco a história de uma travesti que vive à margem da sociedade. Espetáculo foi uma das atrações do Palco Giratório
“Eu tenho um sonho, eu tenho um destino, e se bater o carro e arrebentar a cara toda saindo daqui, continua tudo certo. Fora da roda, montada na minha loucura. Parada pateta ridícula porra-louca solitária venenosa. Pós-tudo, sabe como? Darkérrima, modernésima, puro simulacro. Dá minha jaqueta, boy, que faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia, fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada”. (Dama da Noite, Caio Fernando Abreu).
A rosa em cima da mesa fala da delicadeza que há por dentro das nossas cascas. A euforia e a extravagância tentam esconder os olhos marejados que guardam uma vida amarga além deles. É na tangente, na extremidade, do lado de fora da grande roda que a vida gira sem tempero, sem lubrificantes, sem refresco. Uma flor de Dama, peça do grupo As Travestidas, do Ceará, apresentada nos últimos dias 22 e 23 de maio, no Sesc Casa Amarela, no Recife, dentro da programação do Palco Giratório, é uma notável crônica do universo quase sempre visto pelo preconceito e poucas vezes compreendido.
O texto é um monólogo adaptado do conto Dama da Noite, de Caio Fernando Abreu, pelo qual uma travesti fala da sua vida, dos seus desejos e das suas amarguras para o um “boy” invisível e universal. O “boy” somos nós, espectadores. A verdade é tudo aquilo que o preconceito abafa. O olhar do espetáculo vai em cima daquilo que muitas vezes nossa sociedade não quer ver mas apenas julgar, dá voz a quem vive fora da roda (metáfora encontrada para representar os padrões sociais).
É num camarim o ponto de partida da história. Diante de um cabide e saltos altos, ela se monta, se prepara para mais uma enfadonha noite de show no cabaré. Maquiada, de peruca e vestido tubinho, dubla os versos de solidão, dúvida e rancor de “I’ve Never Been To Me” (ou, Eu nunca estive para mim, numa tradução quase que ao pé da letra), de Charlene, como uma clara referência ao filme Priscila, A Rainha do Deserto, de que a canção faz parte da trilha sonora. Depois, numa mesa do bar, a Dama da Noite descarrega suas dores e seus palavrões diante de um interlocutor – aqui representando a figura de uma sociedade preconceituosa e excludente – com medo de tocar o outro, de estar tão próximo do temido vírus HIV.
Foto: Rodolfo Araújo/Divulgação.
O drama da travesti: uma existência sem medida ou vergonha. (Foto: Rodolfo Araújo/Divulgação).
Quando o público se dá conta, está diante das confissões de vida da travesti de olhos verborrágicos, que revela sua existência sem medida ou vergonha. Ela recorre ao desboque para falar de estupro, de abuso, de solidão, maus-tratos e do sonho por um grande amor – “Ele é de um jeito que ainda não sei, porque nem vi. Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: ‘vem comigo’. É por ele que eu venho aqui, boy, quase toda noite”. É um roteiro delicado, sensível sem ser denso, mesmo enveredando por discussões sérias, tratando com mérito sobre um assunto tabu. Não é difícil que despertemos, assim, para associações à linha de abordagem como a de João Silvério Trevisan, no seu antológicoDevassos no Paraíso.
Por outro lado, também é impossível passar despercebido pela desenvoltura do ator Silvero Pereira, que ainda assina direção, figurino, maquiagem e texto da peça. Em meio a um cenário quase nu, de poucos objetos, composto apenas por uma mesa, um cabide e um banco, o rapaz brinca com a emoção do público, oscilando a plateia entre risos e silêncios. Silvero contrapõe com excelência os gestos expansivos – sem ser caricata – da travesti com o seu olhar assustado, sério e frágil. E faz tudo isso se apoiando apenas na iluminação, sem trilha sonora ou sonoplastias, numa marcação de cena proposital circular. É bonito vê-lo no palco. É comovente. E decerto nos comprova a qualidade de técnica e discurso do coletivo As Travestidas, grupo que recentemente revelou ao Brasil Jesuíta Barbosa, o Fininha do longa-metragem Tatuagem, e Ayrton dePraia do FuturoUma Flor de Dama é, sem dúvida, uma peça essencial para nossa cena contemporânea política nordestina e brasileira.

UMA FLOR DE DAMA
Coletivo As Travestidas (CE)
[50 min. / Drama / 18 anos]
Direção, interpretação, figurino, maquiagem, sonoplastia e texto: Silvero Pereira
Produção Executiva: Denis Lacerda
Operador de luz: Fabinho Vieira

MATO GROSSO DO SUL - CAMPO GRANDE E CORUMBÁ


Nossa passagem pelo Mato Grosso do Sul ocorreu em duas cidades, na Capital Campo Grande e Corumbá, na fronteira Brasil com Bolívia. Foram apresentações muito especiais tendo em vista que nunca havíamos estado nesse Estado e nessas cidades realizamos apresentações calorosas e com debates, após o espetáculo, que renderam ótimas discussões, inclusive a possibilidade de conhecer o professor da UFMS Tiago Duque onde fui presenteado com seu livro MONTAGENS E DESMONTAGENS que muito já contribui para minha pesquisa e nova montagem do espetáculo QUEM TEM MEDO DE TRAVESTIS.


Em Corumbá tivemos uma ótima recepção e uma platéia super delicada à temática.
MS foi uma bela e inesquecível experiência!


entrevista em Campo Grande


quarta-feira, 23 de julho de 2014

CIRCUITO NÚMERO 2



 ATENÇÃO AS CIDADES: CAMPO GRANDE - MS, CORUMBÁ- MS, SÃO PAULO - SP, BELO HORIZONTE - MG E CURITIBA -PR


APRESENTAÇÕES EM BRASÍLIA - DF E VITÓRIA - ES




16 DE JULHO
APRESENTAÇÃO NO TEATRO SESC GARAGEM na Asa Sul de Brasília - DF mais uma apresentação do espetáculo UMA FLOR DE DAMA pelo projeto Palco Giratório 2014. O teatro contou com casa lotada e de grande repercussão na cidade. Com um público extremamente receptivo a apresentação foi um sucesso e o debate após a sessão ainda mais engrandecedor para nosso trabalho.





18 DE JULHO
APRESENTAÇÃO NO TEATRO DO SESI em Vitória - ES do espetáculo UMA FLOR DE DAMA #palcogiratório2014
Após 04 anos nós retornamos à Vitória para mais uma apresentação do Solo, a primeira foi em 2010 pelo Festival de Teatro Brasileiro - Cena Ceará. Nesse retorno foi impressionante ver que algumas pessoas ainda esperavam nosso retorno e mais uma vez foi possível passar pela cidade com o prazer de uma casa lotada, sendo que desta vez composta por muitas figuras do movimento LGBTTT, bem como transformistas e transexuais. O debate após o espetáculo foi caloroso levantando várias questões sobre escola, família e, principalmente, religião. Já no dia 19 de julho aconteceu a Oficina de Travestilidade na Performance do Ator que contou com 16 participantes entre atores, ativistas e público em geral.



Final da apresentação / Teatro do SESI / Vitória - ES